sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Saudade sem fim...

...de quando te vi nascer, seus miados, pareciam um Pintinho piando. E tu parecia de faz de conta, tão molenguinho;

...de quando logo após nascer, você corria por tudo, se enroscava nos meus chinelos;

...de quando dormia em cima da minha cabeça no inverno, numa época não tão boêmia;

...da primeira noite que tu passou fora, em que eu não consegui dormir, achando que ão voltaria;

...de quando te levei na veterinária e ela disse que tu era o gato mais lindo que ela já tinha visto;

...de quando tu me esperava chegar na faculdade, em uma pedra próxima da porta de casa, não importando se fazia chuva ou frio, só pra entrar pela porta comigo;

...de quando tu chegava faminto da rua, querendo uma ração fresquinha...
ou nem tão faminto assim, só querendo ouvir o barulho dela caindo no pote;

...de quando eu te abraçava como se ninguém nunca fosse te tirar de mim;

...de te ver parado em um chuva intensa, como se fosse um simples banho de sol;

...de quando te dava colos intermináveis, e mesmo resistindo, tu não se rendia, e ronronava cada vez mais;

...de quando tu me dava um “cheiro”, e sem querer bocejava, com um sutil cheiror uim, e muitos dentes a menos;

...de quando te dava banho, e apesar dos miados gritantes, tu adorava água;

...de cada pulga que tirei de ti, cada remédio que te dei, cada carinho na sua barriga enorme e orelhas já carecas de tanto apanhar na rua;

...de tropeçar em ti pela manhã, no escuro, enlouquecido querendo comida fresca;

...de quando eu tinha alguém pra procurar nos canteiros antes de entrar em casa;

...de quando tu estava nas cadeiras e eu quase sentava em cima de ti, na hora do almoço;

Saudade de te ter, sentir seu cheiro, ouvir seu miado, te dar um agrado.
Saudade de ter uma criatura tão especial e única esperando por mim.
Te amo meu Prê, tatuado em mim pra sempre, daqui ninguém vai te tirar!
Descansa!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário